Junto com a
contextualização histórica mundial da profissão de Nutricionista/Dietista no
mundo, surgem várias vertentes. O registro mais antigo em Nutrição é feito no
Canadá, o primeiro curso universitário de formação de nutricionistas/dietista
data de 1902 na Universidade de Toronto.
O exercício
pioneiro de dietética deu-se nas clínicas de antigas universidades europeias,
ao tempo do surgimento da ciência da nutrição. Professores médicos, interessados
em estudos específicos, ensinaram enfermeiras, que eram treinadas nas cozinhas
do hospital no preparo de dietas especiais. Outras vertentes se voltam para a
importância dada ao tratamento racional do alimento, como fator econômico, em
decorrência da Primeira Guerra Mundial (1914), quando o abastecimento alimentar
dos exércitos e de outros grupos se constituiu em grandes problemas,
incentivando estudos científicos e cursos específicos relacionados ao
conhecimento de nutrição.
Na América
Latina, a urgência da Nutrição foi fortemente influenciada pelo médico
argentino Pedro Escudero, que após acompanhar os avanços da ciência da Nutrição
em outros países, principalmente nos Estados Unidos, criou o Instituto Nacional
de Nutrição, em 1926, a Escola Nacional de Dietistas em 1933, e o curso de
médicos “dietólogos” da Universidade de Buenos Aires. Portanto, pode-se afirmar
que o interesse pela nutrição no Brasil deveu-se em grande parte, pelos
trabalhos de Pedro Escudero e a profissão de Nutricionista surgiu no país, ao
final da década de trinta.
Em 1939, foi
criado o primeiro curso de Nutrição do Brasil, na Faculdade de Saúde Pública da
Universidade de São Paulo, com duração de um ano. Em 1966, o período para a
conclusão passou para três anos. Em 1972, o Ministério da Educação estabeleceu
que tais cursos teriam a duração de quatro anos, divididos em oito semestres.
A Lei nº5.276, de 24 de abril de 1967, regulamentou a profissão do nutricionista. Em 20
de outubro de 1978, foi sancionada a Lei nº 6.583, que criou os Conselhos
Federal e Regionais de Nutricionistas (CFN)
com a finalidade de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício
profissional.
A criação do
primeiro Programa Nacional de Alimentação e Nutrição, em 1972, impulsionou a
criação dos cursos de Nutrição e o mercado de trabalho para os nutricionistas.
Em consequência, a profissão se expandiu dos hospitais e Serviços de
Alimentação da Previdência Social (SAPS) para realmente assumir as escolas, os
restaurantes de trabalhadores, docência, indústria, marketing, nutrição em
esportes, saúde suplementar, núcleos de assistência à saúde da família. Esta
ampliação de áreas se mantém até hoje.
A formação e
o desenvolvimento das habilidades profissionais devem ser alvo de constante
luta das instituições que representam os interesses da sociedade, para
assegurar uma saúde universal e de qualidade. Logo, a carga horária mínima de 4
mil horas é requisito essencial para a formação do nutricionista, para que ele
adquira os conhecimentos técnicos e científicos necessários ao desenvolvimento
da assistência nutricional à população, presentes na resolução CNE/CES nº 5, de2001, que cria as diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em
Nutrição.
Hoje,
reforçando com a evolução do pensamento social, o CFN tem por missão
“contribuir para a saúde da população, assegurando assistência nutricional e
alimentar por meio do exercício ético, por profissionais habilitados e
capacitados, como direitos sociais e fundamentais de todos os cidadãos”.
O Conselho
Federal de Nutricionistas, no uso das atribuições que lhe são vistos na Lei
n°6.583, considerando a necessidade de fundar e regulamentar os sinais
distintos da profissão de nutricionista, institui o símbolo, a cor e o anel de
grau.
O símbolo tem as seguintes especificações:
a) balança:
tem a significação do equilíbrio; o eixo fica localizado na parte central do
escudo; a base e a metade esquerda do eixo da balança, bem como seus pratos são
preenchidos na cor verde. A cor verde foi definida como representativa da
profissão de nutricionistas, por representar os cursos da área da saúde.
b) serpente:
tem a significação da saúde; o movimento da serpente inicia-se por trás do
eixo, prossegue enrolando-se no eixo da balança, de baixo para cima, da direita
para a esquerda, repetindo este movimento mais uma vez; o preenchimento é na
cor branca, sendo que suas bordas são preenchidas na cor verde.
c) trigo:
tem a significação do alimento; dois ramos de trigo são dispostos fora do
escudo, contornando a lateral, de baixo para cima até a altura dos pratos da
balança; o preenchimento é na cor branca, sendo que suas bordas são preenchidas
na cor verde.
d) escudo:
envolve a balança e a serpente; o preenchimento é na cor branca, sendo que seu
contorno é preenchido na cor verde.
Referências:
Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/cd04_08.pdf
Acessado em: 10/04/2016.
Disponível em: http://bdm.unb.br/bitstream/ 10483/278/1/2003_ DanielaCervoToloza.pdf
Acessado em: 10/04/2016.
Disponível em: http://www.cfn.org.br/
Acessado em: 10/04/2016.
Acessado em: 10/04/2016.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES05.pdf
Acessado em: 10/04/2016.

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