quinta-feira, 10 de março de 2016

História da Profissão


Junto com a contextualização histórica mundial da profissão de Nutricionista/Dietista no mundo, surgem várias vertentes. O registro mais antigo em Nutrição é feito no Canadá, o primeiro curso universitário de formação de nutricionistas/dietista data de 1902 na Universidade de Toronto.
O exercício pioneiro de dietética deu-se nas clínicas de antigas universidades europeias, ao tempo do surgimento da ciência da nutrição. Professores médicos, interessados em estudos específicos, ensinaram enfermeiras, que eram treinadas nas cozinhas do hospital no preparo de dietas especiais. Outras vertentes se voltam para a importância dada ao tratamento racional do alimento, como fator econômico, em decorrência da Primeira Guerra Mundial (1914), quando o abastecimento alimentar dos exércitos e de outros grupos se constituiu em grandes problemas, incentivando estudos científicos e cursos específicos relacionados ao conhecimento de nutrição.
Na América Latina, a urgência da Nutrição foi fortemente influenciada pelo médico argentino Pedro Escudero, que após acompanhar os avanços da ciência da Nutrição em outros países, principalmente nos Estados Unidos, criou o Instituto Nacional de Nutrição, em 1926, a Escola Nacional de Dietistas em 1933, e o curso de médicos “dietólogos” da Universidade de Buenos Aires. Portanto, pode-se afirmar que o interesse pela nutrição no Brasil deveu-se em grande parte, pelos trabalhos de Pedro Escudero e a profissão de Nutricionista surgiu no país, ao final da década de trinta.
Em 1939, foi criado o primeiro curso de Nutrição do Brasil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, com duração de um ano. Em 1966, o período para a conclusão passou para três anos. Em 1972, o Ministério da Educação estabeleceu que tais cursos teriam a duração de quatro anos, divididos em oito semestres.
A Lei nº5.276, de 24 de abril de 1967, regulamentou a profissão do nutricionista. Em 20 de outubro de 1978, foi sancionada a Lei nº 6.583, que criou os Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas (CFN)  com a finalidade de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional.
A criação do primeiro Programa Nacional de Alimentação e Nutrição, em 1972, impulsionou a criação dos cursos de Nutrição e o mercado de trabalho para os nutricionistas. Em consequência, a profissão se expandiu dos hospitais e Serviços de Alimentação da Previdência Social (SAPS) para realmente assumir as escolas, os restaurantes de trabalhadores, docência, indústria, marketing, nutrição em esportes, saúde suplementar, núcleos de assistência à saúde da família. Esta ampliação de áreas se mantém até hoje.
A formação e o desenvolvimento das habilidades profissionais devem ser alvo de constante luta das instituições que representam os interesses da sociedade, para assegurar uma saúde universal e de qualidade. Logo, a carga horária mínima de 4 mil horas é requisito essencial para a formação do nutricionista, para que ele adquira os conhecimentos técnicos e científicos necessários ao desenvolvimento da assistência nutricional à população, presentes na resolução CNE/CES nº 5, de2001, que cria as diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em Nutrição.
Hoje, reforçando com a evolução do pensamento social, o CFN tem por missão “contribuir para a saúde da população, assegurando assistência nutricional e alimentar por meio do exercício ético, por profissionais habilitados e capacitados, como direitos sociais e fundamentais de todos os cidadãos”.
O Conselho Federal de Nutricionistas, no uso das atribuições que lhe são vistos na Lei n°6.583, considerando a necessidade de fundar e regulamentar os sinais distintos da profissão de nutricionista, institui o símbolo, a cor e o anel de grau. 


O símbolo tem as seguintes especificações:
a) balança: tem a significação do equilíbrio; o eixo fica localizado na parte central do escudo; a base e a metade esquerda do eixo da balança, bem como seus pratos são preenchidos na cor verde. A cor verde foi definida como representativa da profissão de nutricionistas, por representar os cursos da área da saúde.
b) serpente: tem a significação da saúde; o movimento da serpente inicia-se por trás do eixo, prossegue enrolando-se no eixo da balança, de baixo para cima, da direita para a esquerda, repetindo este movimento mais uma vez; o preenchimento é na cor branca, sendo que suas bordas são preenchidas na cor verde.
c) trigo: tem a significação do alimento; dois ramos de trigo são dispostos fora do escudo, contornando a lateral, de baixo para cima até a altura dos pratos da balança; o preenchimento é na cor branca, sendo que suas bordas são preenchidas na cor verde.
d) escudo: envolve a balança e a serpente; o preenchimento é na cor branca, sendo que seu contorno é preenchido na cor verde.

Referências:

Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd04_08.pdf Acessado em: 10/04/2016.
Disponível em: http://www.cfn.org.br/ Acessado em: 10/04/2016.
Acessado em: 10/04/2016.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES05.pdf Acessado em: 10/04/2016.







 

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